PENSAR COM OS MEUS BOTÕES

SOBRE O PAPÃO DA ESQUERDA

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 11/05/2010

 Manuela Ferreira Leite e o seu chefe da bancada parlamentar,  que  apresentam um programa eleitoral obscuro, vieram publicamente  assediar os portugueses com o «papão da Esquerda». Esta atitude manifesta um tique salazarista e ao mesmo tempo uma confusão entre as obrigações de avó da candidata a 1ª ministra e as suas funções políticas. Transpôs para o espaço público a história do «papão que vai comer as criancinhas, que se portam mal quando não comem a sopa toda», que com certeza já deve ter contado aos seus netos.

Julgará ela que os Portugueses ainda se deixam amedrontar por «papões» de outros tempos?  É importante que saiba que o povo já não é tão ignorante e ingénuo como o foi no tempo do salazarismo. A sua atitude e a do seu acessor só demonstra primitivismo político e falta de lucidez!
E já agora gostaria de lhes perguntar o seguinte: quem mais tem «papado» o povo português, o «papão do neo-liberalismo» ou o «papão da Esquerda»?  Se não sabem a resposta, perguntem aos portugueses.

Manuel Coimbra

Anúncios

REFLEXÕES DE UM CIDADÃO SOBRE O CASO FACE OCULTA

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 11/05/2010

Um leitor atento, que leia nas entrelinhas das notícias publicadas acerca deste caso, chega às seguintes conclusões:

1 – há demasiado poder concentrado no Procurador-Geral da República e no Presidente do Supremo Tribunal de Justiça para tomarem decisões unilaterais sobre casos jurídico-políticos.

Proposta: as decisões de abertura ou arquivamento de processos judiciais, que envolvam políticos ou figuras públicas, deverão ser tomadas por órgãos colegiais constituídos por um número ímpar de procuradores, na PGR e por igual número de juízes-conselheiros, no STJ, para assim se evitar decisões tendenciosas de favorecimento e encobrimento.

2 – há relações de subserviência, favorecimento e encobrimento do poder judicial ao poder político e ao económico, pois até hoje quase nenhuma pessoa influente foi sentenciada com pena de prisão efectiva por actos ilícitos que tenha praticado; os processos são muitas vezes arquivados por insuficiência de provas.

3- há militantes e dirigentes partidários que ascendem a administradores de empresas do Estado ou de capitais mistos sem terem currículo profissional adequado ao lugar, que lhes é atribuído por favor político.

Proposta:  inviabilizar o acesso a gestor público a quem não tenha qualificações e experiência profissional para exercer o cargo; mestrados tirados por correspondência, na Universidade de Boston ou outra, popularmente conhecidos por “mestrados da bosta”, ou cursos intensivos, não devem ser aceites.

4 – os ordenados dos administradores destas empresas, chegando a ultrapassar os 300.000 € mensais,  são desmesurados para o nosso país e uma afronta à pobreza e aos outros trabalhadores.

Proposta: deverão ser reduzidos drasticamente e taxados à taxa máxima de IRS se ainda ultrapassarem os limites estipulados.

5 – não vivemos em democracia, mas numa oligarquia, modelo político que favorece os ricos em detrimento dos mais necessitados.

6- a Justiça em Portugal tem numa mão a espada, que faz pender cegamente sobre a cabeça da maioria dos cidadãos, e na outra um escudo, com o qual protege gente influente.

Urge repor a Balança na mão da Justiça! 

Manuel Coimbra

Tagged with:

LIMPAR PORTUGAL

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 10/05/2010

No passado dia 20 de Março, cerca de cem mil portugueses acorreram à chamada dos organizadores e limparam matas, florestas e praias por todo o país, dando exemplos de civismo e de preocupação ambiental, que faltam a muita gente. Bem hajam! Mas Portugal necessita urgentemente de mais limpezas! Não só no meio ambiente, mas também nos meios político, financeiro, empresarial, social e até a nível mental.

É pois preciso limpar o nosso país de:

– políticos e governantes corruptos instalados no aparelho de Estado para zelarem pelos seus interesses pessoais ou partidários e favorecerem amigos e grupos de interesses a eles grudados, prejudicando o interesse nacional;

– banqueiros e gestores que promovem a fuga aos impostos através de offshores e outras engenharias financeiras ilegais, roubando milhões aos cofres do Estado, que deviam ser usados em benefício de todos os Portugueses;

– empresários que abrem falências fraudulentas, atirando os trabalhadores para o desemprego, provocando dramas familiares e sobrecarregando as despesas do Estado com mais subsídios de desemprego.

– políticas de educação que promovem o facilitismo, instituídas com o único intuito de fornecer estatísticas de sucesso para a União Europeia ver, mas que não correspondem à realidade,

– alunos que recebem subsídios para estudar, mas não estudam e pais e encarregados de educação que não educam, nem responsabilizam os seus educandos, limitando-se a protegê-los, quer para o bem, quer para o mal;

– falta de civismo e de respeito pelo próximo, que se revela, por exemplo, no lixo que se atira para o chão nas vias públicas ou na recusa em dar passagem aos peões nas passadeiras.

 É preciso em suma que os Portugueses ( a quem servir, que enfie o barrete) mudem de atitude e de mentalidade, que deixem de cobiçar o alheio, que evitem o consumismo desenfreado, a ostentação e a ilusão de um estilo de vida acima das suas reais possibilidades económicas! É preciso um país mais solidário em que se promova a Justiça, a Fraternidade e a Igualdade!

Voluntários, precisa-se! Não percamos mais tempo! Mãos à obra!

Só assim teremos um país expurgado de lixo, limpo, transparente, mentalmente saúdavel e com futuro!  

Manuel Coimbra

O DESPESISMO DO ESTADO

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 10/05/2010

Um dos cavalos de batalha do governo PS, na anterior legislatura, e que continua a ser montado por este governo minoritário também do Partido Socialista, foi a redução drástica das  despesas do Estado. E que medidas tomou?

1- suspendeu a progressão na carreira dos funcionários públicos durante 28 meses;

2- criou mecanismos que dificultam o acesso aos escalões superiores, melhor remunerados;

3- colocou funcionários em mobilidade especial, ou seja, em casa com redução do salário auferido.

Que falta de respeito pelos trabalhadores e suas famílias!

Havia e há outras soluções para capitalizar os cofres do Estado:

1- comprar carros de serviço mais baratos e de menor consumo (desde sempre, os carros usados pelos membros dos vários governos do país, pelos autarcas e pelos gestores públicos são Mercedes, BMW e Audi, muitos deles modelos de alta gama, que são trocados no fim do leasing, a cinco anos, por carros novos ou vendidos, indo até parar a mãos de particulares, por um terço do preço que custaram, quando podiam manter-se ao serviço o dobro do tempo);

2- evitar derrapagens orçamentais nas obras públicas;

3- reduzir os salários principescos e outras benesses dos altos cargos da Administração Pública;

4- rentabilizar melhor materiais e bens consumíveis nas várias repartições do Estado.

Poupar-se-iam centenas de milhões de euros  e evitar-se-iam mais sacrifícios dos funcionários públicos!

 P.S.- Este artigo de opinião é a minha resposta às afirmações do sr. João Salgueiro, porta-voz dos bancos, que sugeriu o congelamento, de novo, das carreiras dos funcionários públicos, camuflando outra solução que ele sabe ser bem mais justa e eficaz para capitalizar os cofres depauperados do Estado: aumentar os impostos aos bancos!

 Manuel Coimbra

CARTA ABERTA AO 1º MINISTRO DE PORTUGAL

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 08/05/2010

Sr. Primeiro Ministro

 Sou um dos dez milhões e tal de Portugueses que vive neste «jardim da Europa à beira-mar plantado» e tenho vindo a observar como se tem tratado do «jardim» e, por isso, venho manifestar-lhe nesta carta o meu desagrado pela forma como os «jardineiros» têm actuado. Tenho verificado que os vários «jardineiros» têm sido desmazelados no seu dever de tratar das «flores», principalmente das mais débeis. Quando você tomou posse disse que o nosso «jardim» estava à beira de uma crise económica, sendo necessário tomar medidas imediatas para se evitar a rotura dos cofres do Estado e da Segurança Social. E que medidas imediatas é que você tomou? Continuou a congelar a progressão na carreira dos trabalhadores do Estado e enquanto perdia tempo em tentar gerir os conflitos laborais que desencadeou, o BPN transferiu milhões de Euros para offshores, que eram impostos devidos ao Estado, e o BCP e o BPP faziam uma gestão danosa dos dinheiros dos clientes.

Se tivesse tido a coragem de actuar, logo de início, sobre todos aqueles que fogem às suas obrigações fiscais, através de uma supervisão eficaz do Banco de Portugal e da DGCI, arrecadaria muito mais depressa dividendos para os cofres do Estado, do que através do plano engendrado pelo seu governo para realizar dinheiro à custa dos trabalhadores do Estado e dos trabalhadores por conta de outrem.

E nesta legislatura você já anunciou que vai aumentar impostos! Que vão recair   sobre a generalidade dos Portugueses! E por que é que não aumenta os impostos  aos bancos? Pagam somente 12,5 por cento de IRC para lucros de centenas de milhões de euros por ano, enquanto que as taxas chegam a 45% sobre os rendimentos do trabalho, que são muito menores do que aqueles! Esta situação é injusta e urge ser alterada!

Por que é que sacrificam sempre os que descontam todos os meses impostos sobre o seu trabalho e deixam campo livre à corrupção e à fraude fiscal ou não actuam sobre elas atempadamente? Quem são os culpados? O PSD, o CDS e até o «seu» partido, o PS! Pois é! Vocês é que têm (des)governado o país!

O povo português está cansado desta forma de desgovernar!!!

Um grande mal apareceu no nosso «jardim»: as «ervas daninhas»! Umas têm cor-de-laranja e azul esbranquiçado, com a forma de «cavacos» e «loureiros», enquanto que outras são cor-de-rosa e parecem rosas! Ora estas «ervas daninhas» têm vindo a alimentar-se e a crescer com os «nutrientes» que são para alimentar todas «as flores do «jardim», especialmente depois que nos juntamos ao «jardim europeu»! Também há «plantas» que se aliaram às «ervas daninhas» e têm sugado «nutrientes» que eram também para as outras!

Sr. Chefe dos «jardineiros», em que estado vocês deixaram o nosso «jardim»!… Com algumas «flores» viçosas, coloridas, vistosas e a grande maioria a definhar e a morrer à fome! O «jardim» perdeu beleza e bem-estar por vossa culpa, pois em vez de alimentardes todas as «plantas» e serdes cuidadosos com as mais frágeis, andais-vos a alimentar à sua custa!

Não há amor ao «jardim»? É pois tempo de fazerdes «jardinagem» de outro modo: com Justiça!!! E salvardes as «plantas desfavorecidas»,  pois podem abater-se sobre as «plantas viçosas» e o «jardim» tornar-se um caos.Os interesses superiores do nosso «jardim» devem estar acima de quaisquer outros, quer sejam pessoais, empresariais ou partidários! Ou então abandonai a política!

Sem outro assunto de momento, vou continuar atento ao que ides fazer a este «jardim da Europa à beira-mar plantado».

 Atentamente

Manuel Bernardo Magalhães da Silva  Coimbra

http://economico.sapo.pt/noticias/comment/

ESTRADAS ESBURACADAS E TGV

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 08/05/2010

Um cidadão, que tenha que se deslocar diariamente nas estradas nacionais, tem que fazer autênticas gincanas, andando aos SS, para se desviar dos buracos e das tampas de saneamento desniveladas que lhe vão aparecendo pelo caminho.

O mau piso das nossas estradas é uma das causas do aumento de acidentes de viação e dá prejuízos aos condutores por danos nos amortecedores e na chaparia dos veículos. Assim sendo, é urgente que as vias rodoviárias sejam rapidamente reparadas com a reposição de pisos de asfalto (convém inspeccionar a qualidade dos materiais) e não através de remendos pela simples cobertura dos buracos que voltarão a abrir no próximo inverno.

Ora como a grande maioria dos portugueses se desloca através de rodovias, era de bom senso que o governo canalizasse os milhões de euros necessários para qe as estradas do país fiquem mais seguras, nem que para isso se retirassem verbas do TGV, visto que este meio de transporte vai somente ser usado por um pequeno número de pessoas – políticos, empresários, gente bem (VIPs) e madrilenos (para virem à praia a Lisboa) -pois o preço dos bilhetes será inacessível à maioria da população.

Que grande serviço seria prestado ao país, se finalmente tivessemos estradas seguras, que diminuissem a sinistralidade!

Manuel Coimbra

Tagged with: ,

VALORIZAR OS POLÍTICOS

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 08/05/2010

VALORIZAR OS POLÍTICOS

 Mário Soares disse numa entrevista à televisão no dia 23 de Abril que devíamos valorizar os políticos. Ora o valor de uma pessoa é determinado pelos valores morais que regem a sua conduta.

Perante os vários casos, vindos a público, de corrupção e de relações promíscuas e obscuras entre os nossos governantes, magistrados, empresários, banqueiros e gestores, e que têm vindo a pôr em causa a justiça social e os fundamentos da nossa democracia, é opinião generalizada que a mediocridade prevalece entre a maioria dos políticos.

São como os minerais que têm o seu valor conforme a matéria de que são feitos: as pedras vulgares, feitas de matéria grosseira, são pontapeadas para a valeta; as pedras semi-preciosas e as preciosas, pela sua textura, cor e brilho, têm um valor muito superior. A maioria dos nossos governantes tem o valor das pedras vulgares, e o tempo encarregar-se-á de os pontapear para a valeta da História, pela simples razão de muitas vezes manifestarem falta de ética ao porem o seu interesse pessoal ou partidário à frente do interesse nacional.

Políticos com valor igual ao do diamante, do rubi, da esmeralda ou da água-marinha  temos tido poucos, somente aqueles que puseram ou põem os interesses e os valores da Pátria como objectivo maior da sua conduta política.

 Manuel Coimbra

Texto publicado no Jornal de Notícias com o título Mediocridade dos políticos na Página do Leitor em 11 de Maio de 2010 e tb  noutros jornais da imprensa nacional e regional, nomeadamente o Jornal do Algarve.