PENSAR COM OS MEUS BOTÕES

O EXEMPLO DOS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 30/07/2011

“Dilma reune-se com Kirchner para coordenar defesa das economias”

“As presidentes brasileira, Dilma Rousseff, e argentina, Cristina Kirchner, afirmaram hoje que os países da América Latina estão a estudar acções coordenadas para combater os efeitos da crise económica global.”

 Esta notícia publicada na Internet mostra a solidariedade que existe entre os países da América do Sul e  devia servir de exemplo a seguir pelos governantes da União Europeia para se enfrentar a crise. Mas os actuais governantes não estão interessados em encontrar uma solução verdadeiramente eficaz, que passaria pela emissão de dívida pública conjunta (Eurobonds).

Em vez de defenderem os povos da UE dos ataques especulativos das agências de rating dos Estados Unidos da América (que são “testas de ferro” dos bancos de investimento deste país, que provocaram a crise, estão a atacar o Euro e têm interesses financeiros em empresas portuguesas, como, por exemplo, a EDP, gregas, irlandesas e noutras de países da União), estão a abandoná-los à sua sorte, impondo a Portugal, à Grécia e à Irlanda medidas de austeridade extremas, através do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, com o intuito de beneficiarem os interesses financeiros de bancos americanos e europeus, que têm entre si relações financeiras (o Banco da Alemanha e outros bancos do Norte da Europa investiram em fundos de investimento, que continham “produtos tóxicos”, derivados da crise imobiliária norte-americana, promovidos por bancos americanos como o Goldman Sachs, o J. P. Morgan ou o Lehman Brothers, que faliu, dando início à crise financeira internacional).

Vê-se pois que os bancos europeus que investiram nos produtos bancários fraudulentos do mercado financeiro norte-americano estão a querer reaver as perdas que tiveram à custa destes países da UE.

Como é também possível entender-se que o BCE, segundo os seus estatutos, não possa financiar directamente os Estados-Membros e  financie os bancos privados, a um juro de 1%, que depois emprestam aos Estados a um juro de 5%?

Esta política é uma traição aos povos e ao projecto da União Europeia!

Manuel Coimbra

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