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REAVIVAR MEMÓRIAS: CAVACO SILVA – Presidente da República…

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 02/08/2011

ONDE É QUE ESTAMOS METIDOS  ?  ?  ?   

INTERESSANTE NA VERDADE
Interessante..(reencaminho)
 
“Reavivar memórias – O nosso Presidente
Quem ouvir Cavaco Silva e não o conhecer bem, ficará a pensar que está  perante alguém que nada teve a ver com a situação catastrófica em que  se encontra este país.  Quem o ouvir e não o conhecer bem, ficará a pensar que está perante  alguém que pode efectivamente ser a solução para um caminho diferente  daquele até aqui seguido.
Só que… Este senhor,… ou sofre de amnésia, ou tem como adquirido  que nós portugueses temos todos a memória curta, eu diria mesmo, muito  curta.
Vejamos, então qual o contributo de Cavaco Silva para que as coisas estejam como estão e não de outra maneira:
 
Cavaco Silva foi ministro das finanças entre 1980 e 1981 no governo da AD.  Foi primeiro-ministro de Portugal entre 1985 e 1995 (10 anos!!!).  Cavaco Silva foi só a pessoa que mais tempo esteve na liderança do  governo neste país desde o 25 de Abril.  É presidente da República desde 2005 até hoje (5 anos)  Por este histórico, logo se depreende que este senhor nada teve a ver com o estado actual do país.
Mas vejamos quais foram as marcas deixadas por Cavaco Silva nestes anos todos de andanças pelo poder:
Cavaco Silva enquanto primeiro-ministro alterou drasticamente as  práticas na economia, nomeadamente reduzindo o intervencionismo do  Estado, atribuindo um papel mais relevante à iniciativa privada e aos mecanismos de mercado.
Foi Cavaco Silva quem desferiu o primeiro ataque sobre o ensino  “tendencialmente gratuíto”.
Foi Cavaco Silva o pai do famoso MONSTRO com a criação de milhares de  “jobs” para os “boys” do PPD/PSD e amigos. Além de ter inserido outros  milhares de “boys” a recibos verdes no aparelho do Estado,
Foi no “consulado Cavaquista” que começou a destruição do aparelho  produtivo português. Em troca dos subsídios diários vindos da então  CEE, começou a aniquilar as Pescas, a Agricultura e alguns sectores da
Indústria. Ou seja: começou exactamente com Cavaco Silva a aniquilação  dos nossos
recursos e capacidades.
Durante o “consulado Cavaquista”, entravam em Portugal muitos milhões  de euros diáriamente como fundos estruturais da CEE. Pode-se afirmar  que foram os tempos das “vacas gordas” em Portugal. Como foram  aplicados esses fundos?
O que se investiu na saúde? E na educação? E na formação profissional?
Que reforma se fez na agricultura? O que foi feito para o  desenvolvimento industrial?
A situação actual do país responde a tudo isto! NADA!
Mas então como foi gasto o dinheiro?
Simplesmente desbaratado sem rigor nem fiscalização pela incompetência  do governo de Cavaco Silva.
Tal como eu, qualquer habitante do Vale do Ave, minimamente atento,   sabe como muitos milhões vindos da CEE foram “surripiados” com a  conivência do governo “Cavaquista”.
Basta lembrar que na época, o concelho de Felgueiras era o local em  Portugal com mais Ferraris por metro quadrado.
Quando acabaram os subsídios da CEE, onde estava a modernização e o  investimento das empresas? Nos carros topo de gama, nas casas de praia  em Esposende, Ofir, etc. Etc.
Quanto às empresas… Essas faliram quase todas. Os trabalhadores – as  vítimas habituais destas malabarices patronais – foram para o  desemprego, os “chico-espertos” que desviaram o dinheiro continuaram por aí como se nada se tivesse passado.
Quem foi o responsável? Óbviamente, Cavaco Silva e os seus ministros!
Quanto à formação profissional… Talvez ainda possamos perguntar a  Torres Couto como se fartou de ganhar dinheiro durante o governo  Cavaquista, porque é que teve que ir a tribunal justificar o  desaparecimento de milhões de contos de subsídios para formação  profissional. Talvez lhe possamos perguntar: como, porquê e para quê,  Cavaco Silva lhe “ofereceu” esse dinheiro.
Foi também o primeiro-ministro Cavaco Silva que em 1989 recusou  conceder ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, quando este já se  encontrava bastante doente, uma pensão por “Serviços excepcionais e  relevantes prestados ao país”, isto depois do conselho Consultivo da  Procuradoria Geral da República ter aprovado o parecer por unanimidade.
Mas foi o mesmo primeiro-ministro Cavaco Silva que em 1992, assinou os  pedidos de reforma de 2 inspectores da polícia fascista PIDE/DGS,  António Augusto Bernardo, último e derradeiro chefe da polícia  política em Cabo Verde, e Óscar Cardoso, um dos agentes que se  barricaram na sede António Maria Cardoso e dispararam sobre a multidão  que festejava a liberdade.
Curiosamente, Cavaco Silva, premiou os assassinos fascistas com a  mesma reforma que havia negado ao capitão de Abril Salgueiro Maia, ou  seja: por “serviços excepcionais ou relevantes prestados ao país”.
  Como tenho memória, lembro-me também que Cavaco Silva e o seu “amigo”  e ministro Dias Loureiro foram os responsáveis por um dos episódios  mais repressivos da democracia portuguesa. Quando um movimento de
cidadãos, formado de forma espontânea, se juntou na Ponte 25 de Abril, num “buzinão” de bloqueio, em protesto pelo aumento incomportável das  portagens. Dias Loureiro (esse mesmo do BPN e que está agora muito
confortávelmente em Cabo Verde), com a concordância do chefe, Cavaco  Silva, ordenou uma despropositada e desproporcional carga policial  contra os manifestantes. Nessa carga policial “irracional”, foi  disparado um tiro contra um jovem, que acabou por ficar tetraplégico.
Era assim nos tempos do “consulado Cavaquista”, resolvia-se tudo com a  repressão policial. Foi assim na ponte, foi assim com os mineiros da  Marinha Grande, foi assim com os estudantes nas galerias do  Parlamento…
Foi ainda no reinado do primeiro-ministro Cavaco Silva, que o governo  vetou a candidatura deJosé Saramago a um prémio literário europeu por considerar que o seu romance “O Evangelho segundo Jesus Cristo” era um
ataque ao património religioso nacional.  Este veto levou José Saramago a abandonar o país para se instalar em
Lanzarote, na Espanha, onde viveu até morrer. Considerou Saramago, que  não poderia viver num país com censura. 
Cavaco Silva foi o Presidente da República nos últimos 5 anos. Sendo  ele o dono da famosa frase: “nunca tenho dúvidas e raramente me  engano”, como é que deixou Portugal chegar até à situação em que se  encontra?
Mais! Diz a sabedoria popular: “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.”
Bem… Alguns dos ministros, amigos, apoiantes e financiadores das  suas campanhas eleitorais não abonam nada a seu favor. Embora, na  minha opinião, esta gente reflete exactamente a essência do  Cavaquismo.
 
Oliveira e Costa – Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do  governo Cavaquista entre 1985 e 1991. Ex presidente do famoso BPN.   A história deste fulano já é mais conhecida que os tremoços, nem vale a pena escrever mais nada.
  

Dias Loureiro – Ministro dos governos Cavaquistas. Assuntos  Parlamentares entre1987 e 1991, Administração Interna entre1991 e  1995.   Associado aos crimes financeiros do BPN, com ligações ainda não  clarificadas ao traficante de armas libanês, Abdul Rahman El-Assir, de  quem é grande amigo.   Foi conselheiro de estado por nomeação directa de Cavaco Silva, função  que ocupou com a “bênção” de Cavaco, até já não ser possível manter-se  no lugar devido às pressões políticas e judiciais.
Encontra-se actualmente, muito confortavelmente a viver em Cabo Verde.
 

Ferreira do Amaral – Ministro dos governos Cavaquistas. Comércio e  Turismo, entre 1985 e 1990, Obras Públicas, Transportes e Comunicações  entre 1990 e 1995. Foi nesta condição (ministro das obras públicas do  governo Cavaquista) que assinou os contratos de construção da Ponte  Vasco da Gama com a Lusoponte, e a concessão (super-vantajosa para a  Lusoponte) de 40 anos sobre as portagens das duas pontes de Lisboa.   Ferreira do Amaral é actualmente presidente do conselho de  administração da Lusoponte. (Apenas por mera coincidência…)
 
Duarte Lima – Lider da bancada do PPD/PSD durante o Cavaquismo.  Envolvido em transacções monetárias “estranhas” no caso Lúcio Tomé Feteira”

Autor anónimo, mensagem recebida por email

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