PENSAR COM OS MEUS BOTÕES

ANO NOVO, VELHAS QUESTÕES

O ano de 2015 não é novo, porque cobre-se com uma roupagem tecida com problemas por resolver de anos anteriores:

O sistema bancário continua sem regulamentação, o que tem permitido a banqueiros usar o dinheiro dos depositantes em proveito próprio, fugir ao pagamento de impostos e vender produtos financeiros fraudulentos a cidadãos e entre bancos, tendo provocado a crise financeira internacional que gerou, por arrasto, a crise da dívida soberana, que lançou na pobreza e numa morte lenta dezenas de milhões de pessoas. Este saque institucionalizado deveria ser considerado crime financeiro contra a humanidade. Tal como os criminosos de guerra, assim deveriam ser condenados os criminosos do mundo financeiro pelo Tribunal Penal Internacional.
Há países pobres da U. E. a pagar as suas dívidas públicas, enquanto que os países ricos, nomeadamente os E. U. A., que têm uma dívida pública monstruosa, 16 biliões de dólares, não são intimados a pagá-las. Por que hão-de países mais pobres pagar as suas dívidas públicas, se outros mais ricos não as pagam? Na lei, só deve haver um peso e uma medida!
O Exército Islâmico continua a sua senda de atrocidades, mas quem o financiou e armou? Foram os E. U. A. e o Qatar, para forçarem a entrada na Síria, onde pretendem fazer passar pipelines até à costa mediterrânea, a par de interesses nas jazidas de gás do país.
O conflito israelo-palestiniano continua por resolver. O reconhecimento pela Suécia de um Estado Palestiniano soberano foi um acto de justiça e solidariedade para com o povo palestino, que deveria ser seguido por muitos outros países do mundo, devendo-se tomar medidas definitivas para a instauração de um Estado palestiniano, implicando a retirada de Israel da Cisjordânia e o fim do bloqueio a Gaza.
Em Portugal, em ano de eleições, os partidos do governo repõem parte dos salários e subsídios e o Presidente da República anuncia a recuperação económica. Mas durante 4 anos, o 1º ministro viabilizou a emigração forçada de centenas de milhar de jovens, a falência de pequenas e médias empresas, o empobrecimento de milhões de portugueses, cortes orçamentais na saúde e na educação, que têm causado imensas tragédias pessoais e familiares.
Esperemos que 2015 se vista com roupa mais nova, pela resolução definitiva destas crises humanitárias.

Manuel Coimbra

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