PENSAR COM OS MEUS BOTÕES

OS ERROS DA AUSTERIDADE

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 15/03/2016

No ano passado, Cristine Lagarde assumiu publicamente que o FMI cometeu erros na aplicação do programa de ajustamento da dívida pública de Portugal. Pelos vistos, o BCE e a Comissão Europeia também pactuaram com esses erros, pois são parceiros daquela instituição na implementação do programa. E Passos Coelho reconheceu recentemente que errou em várias medidas de austeridade. Foi um fiel servidor da troika, totalmente desprovido de sentido crítico.

Não basta reconhecer os erros, é preciso corrigi-los! É o que se aprende logo nos bancos da escola!
Até ao momento, nenhum dos responsáveis pelo plano de austeridade se propôs corrigir os erros cometidos. Não tiveram, nem têm, atitude ética para tal!
Dramático é que esses erros financeiros extorquiram aos portugueses muitos milhões de euros a mais do que o devido, destruindo o tecido social, cultural e económico de Portugal, e provocando impagáveis tragédias pessoais e familiares.
É, portanto, legítimo que os portugueses sejam ressarcidos pelos erros cometidos, através da renegociação da dívida!

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É MATEMÁTICA E LEGITIMIDADE, SIMPLESMENTE!

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 06/12/2015

Os resultados eleitorais exprimem claramente a vontade dos portugueses (excluídos os não votantes, muitos deles desmotivados pelos políticos não governarem para o bem comum) de se mudar a política governativa seguida pelo governo PSD-CDS nestes últimos 4 anos.

Esta vontade soberana é provada matematicamente: dos 5.408.805 de votantes, apenas 1.993.921 votaram na coligação formada por aqueles dois partidos políticos, enquanto que 3.414.884 votaram noutros partidos.
Assim, todas as afirmações de Passos Coelho, Paulo Portas e seus seguidores contra a possibilidade de se formar um governo do PS, apoiado pelo PCP, Bloco de Esquerda e restantes partidos com assento parlamentar, não têm qualquer fundamento lógico e denotam intolerância e falta de sentido democrático. Andam também a acenar com “fantasmas que comem criancinhas ao pequeno almoço”, quando os portugueses , e entre eles muitas crianças, é que têm sido vítimas da fera capitalista (de quem eles são servos) que lhes devora os alimentos e os sonhos de uma vida melhor.
Também, à luz da Constituição, todos os partidos têm igual legitimidade para governar.

ANO NOVO, VELHAS QUESTÕES

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 11/03/2015

O ano de 2015 não é novo, porque cobre-se com uma roupagem tecida com problemas por resolver de anos anteriores:

O sistema bancário continua sem regulamentação, o que tem permitido a banqueiros usar o dinheiro dos depositantes em proveito próprio, fugir ao pagamento de impostos e vender produtos financeiros fraudulentos a cidadãos e entre bancos, tendo provocado a crise financeira internacional que gerou, por arrasto, a crise da dívida soberana, que lançou na pobreza e numa morte lenta dezenas de milhões de pessoas. Este saque institucionalizado deveria ser considerado crime financeiro contra a humanidade. Tal como os criminosos de guerra, assim deveriam ser condenados os criminosos do mundo financeiro pelo Tribunal Penal Internacional.
Há países pobres da U. E. a pagar as suas dívidas públicas, enquanto que os países ricos, nomeadamente os E. U. A., que têm uma dívida pública monstruosa, 16 biliões de dólares, não são intimados a pagá-las. Por que hão-de países mais pobres pagar as suas dívidas públicas, se outros mais ricos não as pagam? Na lei, só deve haver um peso e uma medida!
O Exército Islâmico continua a sua senda de atrocidades, mas quem o financiou e armou? Foram os E. U. A. e o Qatar, para forçarem a entrada na Síria, onde pretendem fazer passar pipelines até à costa mediterrânea, a par de interesses nas jazidas de gás do país.
O conflito israelo-palestiniano continua por resolver. O reconhecimento pela Suécia de um Estado Palestiniano soberano foi um acto de justiça e solidariedade para com o povo palestino, que deveria ser seguido por muitos outros países do mundo, devendo-se tomar medidas definitivas para a instauração de um Estado palestiniano, implicando a retirada de Israel da Cisjordânia e o fim do bloqueio a Gaza.
Em Portugal, em ano de eleições, os partidos do governo repõem parte dos salários e subsídios e o Presidente da República anuncia a recuperação económica. Mas durante 4 anos, o 1º ministro viabilizou a emigração forçada de centenas de milhar de jovens, a falência de pequenas e médias empresas, o empobrecimento de milhões de portugueses, cortes orçamentais na saúde e na educação, que têm causado imensas tragédias pessoais e familiares.
Esperemos que 2015 se vista com roupa mais nova, pela resolução definitiva destas crises humanitárias.

Manuel Coimbra

CORRUPTOS PARA O LIXO!

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 15/10/2014

Grupos de activistas ucranianos adoptaram um método para punir políticos corruptos: vão buscá-los aos gabinetes e atiram-nos para dentro de contentores do lixo.
O “desafio do caixote do lixo” está a ter grande adesão na Ucrânia.
Em Portugal, caso os tribunais continuem a arquivar processos sobre corrupção, alegando falta de provas, ou a permitir que os corruptos paguem cauções que evitam a sua prisão efectiva, os portugueses que pensem em adoptar o mesmo método.
Políticos, empresários e banqueiros portugueses corruptos merecem ser atirados para contentores do lixo, porque cheiram mal e o que cheira mal é depositado no lixo. Poderíamos até começar por atirar para o lixo o 1º ministro Passos Coelho, Paulo Portas, Aguiar Branco e, já agora, todos os membros deste governo que anda a vender Portugal a interesses privados, Ricardo Salgado, Dias Loureiro (onde é que ele anda?), João Rendeiro (onde é que ele anda?), advogados dos grandes escritórios de juristas que fazem os contratos das parcerias público-privadas altamente lesivos para o erário público e empresários que lesem o Estado (que somos todos nós).
Antes que a pobreza obrigue ainda mais portugueses a procurar comida nos caixotes do lixo!

Manuel Coimbra

MINISTÉRIO DO ANALFABETISMO E DA INCOMPETÊNCIA

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 26/09/2014

O Ministério da Educação e Ciência deveria chamar-se Ministério do Analfabetismo e da Incompetência.

Do analfabetismo, pela política anti-educativa que o ministro Nuno Crato tem vindo a fomentar: encerramento de escolas, redução drástica de funcionários e de professores, aumento do número de alunos por turma, falta de apoio a alunos com necessidades educativas especiais e corte de verbas nas escolas, nas universidades e para a investigação científica.

Da incompetência, devido a erros crassos, ou melhor, erros cratos, no concurso chamado de Bolsa de Contratação  de Escolas, devido a um erro matemático  (aconselho vivamente acções de formação de  Matemática para os responsáveis), que colocou professores com menor classificação profissional à frente de professores com mais classificação. A solução(?) apresentada pelo sr. ministro mantém tudo na mesma: quem já está colocado permanece nas escolas, mas vai-se reformular o concurso.

Ó sr. ministro, onde está a lógica desta sua afirmação?  Só na sua cabeça!

Relativamente ao encerramento de escolas, nomeadamente no interior do país, para quem tem os filhos na capital a serem transportados à escola em carros do Estado, pagos por todos nós, é insensível ao facto das crianças das aldeias com escolas terem agora que se levantar 2 horas mais cedo para percorrem 50 km de autocarro para irem para outra escola, correndo o risco de serem vítimas de acidentes nas estradas com geada e neve no inverno. E para que servirão as escolas fechadas? Que desperdício de dinheiro dos contribuintes!

Com esta política de destruição do ensino e da investigação científica em Portugal, o sr. ministro e o seu incompetente governo estão a contribuir intencionalmente para o aumento do analfabetismo e do retrocesso científico, cultural e social do país.

“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” Emanuel Kant

Manuel Coimbra

NÃO PAGAMOS UMA DÍVIDA ODIOSA E ILEGÍTIMA

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 26/09/2014

“À luz da lei internacional, dívida odiosa é uma teoria legal que sustenta que a dívida nacional incorrida por um regime político, com propósitos que não servem os interesses de uma nação, não deve ser compulsória. Portanto, segundo esta doutrina tais dívidas são consideradas como dívidas pessoais de um regime que nelas incorreu e não dívidas do Estado. Em alguns aspectos, este conceito é análogo à invalidez de um contrato assinado sob coerção.

A doutrina foi formalizada em 1927 num tratado de Alexander Sack, um jurista russo especializado em finanças públicas, professor de direito internacional na Universidade de São Petersburgo e, depois de 1921, em universidades da Europa e dos Estados Unidos.” Há países (Equador) que recorreram com sucesso a esta figura jurídica para não pagarem dívidas públicas ilegítimas, nomeadamente os EUA nos casos de Cuba, após a Guerra Hispano-Americana, e do Iraque.

A dívida pública portuguesa é uma dívida odiosa e ilegítima porque foi contraída através da corrupção dos nossos governantes que propiciaram negócios ruinosos com empresas e bancos privados, depauperando as finanças do Estado, sem conhecimento e aprovação dos Portugueses. Um exemplo de corrupção, além dos negócios ruinosos com as PPP e a nacionalização dos bancos privados BPN e BES, que faliram por práticas fraudulentas, é o negócio dos submarinos durante o governo de Durão Barroso, sendo Ministro da Defesa Paulo Portas: adquirimos 2 submarinos à Alemanha por 1.000 milhões de euros, enquanto que a Grécia comprou 6 pelo mesmo valor, e a França, que perdeu o concurso (?), os vendia por 95 milhões de euros.

Assim sendo, à luz do direito internacional e da Convenção de Viena, o povo português não é obrigado a pagar a dívida. Devemos é exigir uma auditoria independente que deverá avaliar qual o valor da dívida e como foi contraída. E não devemos aceitar a ideia de que a dívida pública é de responsabilidade colectiva.

Já existe um grupo técnico, formado por professores de economia da Universidade de Coimbra e outros conceituados economistas e advogados, que pretende realizar uma auditoria cidadã à dívida pública (aceder a auditoriacidada.info). Exijamos imediatamente essa auditoria, por todos os meios ao nosso dispor, apoiando este grupo a ter acesso às contas do Estado. Ou há auditoria, ou não pagamos!

“É imoral pagar uma dívida imora!”. (ver documentário Debitocracia)

Manuel Coimbra

REPENSAR O ESTADO

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 02/08/2014

O relatório Repensar o Estado – Opções Selecionadas de Reforma da Despesa elaborado pelo Departamento de Assuntos Orçamentais do FMI e o Memorando de entendimento da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), elaborados na sequência do pedido de assistência financeira a Portugal, enumeram as medidas orçamentais a adoptar pelo governo para reduzir a despesa do Estado.

O FMI, a CE e o BCE propõem, e o PSD e o CDS aceitaram implementar, muitas vezes com cortes muito acima do que é proposto, a redução da despesa na Saúde, na Educação, com salários, com  pensões, a diminuição de postos de trabalho nos serviços do Estado e a extinção ou fusão de serviços. O relatório e o memorando exigem que o Estado promova a equidade e a melhoria dos serviços públicos, mas com redução de despesas. E impõem a privatização das empresas públicas.

Não é preciso ser economista para se compreender que melhorar serviços públicos sem investimento é tarefa impossível de concretizar. A realidade prova-o: os cortes no Serviço Nacional de Saúde têm degradado a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, devido à falta de enfermeiros e médicos, à rotura de stocks de medicamentos e de material cirúrgico e ao isolamento das populações do interior do país com o encerramento de especialidades médicas ou de centros de saúde; o desinvestimento na Educação tem piorado a qualidade do ensino com o aumento do número de alunos por turma, a falta de apoio a alunos com necessidades educativas especiais e a falta de auxiliares de acção educativa e de professores que põe em causa o bom funcionamento das escolas.

As privatizações das empresas públicas escondem a intenção de apropriação por privados de empresas do Estado altamente lucrativas, muitas delas construídas com o dinheiro dos contribuintes, e dos recursos naturais de um país.

Perante as desastrosas consequências sociais e económicas deste ideário neo-liberal próprio do capitalismo monopolista, é realmente urgente repensar o Estado: criar um Estado que defenda o interesse público e não o interesse privado.

Já dizia Rousseau no Contrato Social: “Nada é mais perigoso do que a influência dos interesses privados nos negócios públicos…”.

Também Noam Chomsky no livro “O lucro ou as pessoas” afirma que “O neoliberalismo é o paradigma económico e político do nosso tempo que permite que os interesses imediatos de investidores extremamente ricos e de menos de mil grandes empresas (…)” controlem um país “(…) com o objectivo de maximizarem os seus benefícios individuais.”

 

TRAIDORES E COBARDES

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 22/11/2013

TRAIDORES E COBARDES

                A traição é um acto que se caracteriza pelo não cumprimento de uma promessa, compromisso ou princípio (lealdade com o seu país, com o seu povo, com o seu semelhante). A dissimulação, a mentira, a hipocrisia, a perfídia e a cobardia alimentam a traição.

Ao longo da História sempre houve traidores que renegavam as suas promessas e os seus ideais a troco de riqueza e de privilégios pessoais.

Em Portugal, um dos actos de traição que mais é lembrado é o da morte de Viriato, no ano de 139 a.C., assassinado enquanto dormia pelos seus companheiros de armas Audax, Ditalcos e Minuros, subornados pelo cônsul romano Quinto Servílio Cipião com a oferta de grandes riquezas, terras e benesses pessoais, porque Roma não conseguia dominar a Lusitânia militarmente, sofrendo pesadas derrotas nos confrontos com as tribos lusitanas lideradas por Viriato. Quando os traidores foram ao acampamento romano para receberem as suas recompensas, Cipião disse-lhes: “Roma não paga a traidores!”

Outro dos muitos traidores que fazem parte das páginas mais negras da nossa História foi Miguel de Vasconcelos, que serviu fielmente Filipe II, rei de Espanha, e que foi defenestrado, em 1 de Dezembro de 1640, pelos Conjurados que se revoltaram contra o domínio filipino e restauraram a independência de Portugal.

Actualmente, continuamos a ter traidores à Pátria: Passos Coelho, ao serviço de grupos financeiros internacionais e nacionais, que pretendem controlar os nossos recursos naturais e as empresas rentáveis do Estado através de privatizações, está a destruir a vida de milhões de Portugueses e a desagregar o tecido social e económico do país com as medidas de austeridade lançadas somente sobre os rendimentos do trabalho da classe média, dos pensionistas, reformados e funcionários públicos; está a destruir os sistema de saúde e de educação públicos para beneficiar grupos privados; está a comprometer o futuro dos nossos jovens, o futuro de Portugal; com certeza que será recompensado por um desses grupos financeiros, com um lugar no banco Goldman Sachs, no J. P. Morgan, no Espírito Santo, no BPI ou no BCP; está a promover-se pessoalmente através da política revanchista, desastrosa (a dívida pública aumentou 37% nestes 2 anos) e corrupta que pratica. Mas há mais traidores: Paulo Portas, porque apoia o governo, Carlos Moedas, servidor submisso dos interesses do Goldman Sachs, onde já trabalhou, e todos os restantes membros deste governo que apoiam esta política que começa a tomar a forma de crime contra a Humanidade. E há ainda outro traidor, um grande cínico, que raramente defende o interesse nacional e nunca dá uma palavra de solidariedade para com o sofrimento do povo português, preferindo apoiar a política deste governo, que é conhecido por Sr. Silva, o tal que tem contribuído ao longo dos anos para se escavacar o país.

Na União Europeia, há Comissários Europeus, liderados por Durão Barroso, que estão ao serviço dos interesses dos banqueiros e da política oficial dos EUA, empenhados em destruir o euro,  que são traidores aos ideais de uma Europa pacífica e próspera!

Todos eles servem o capitalismo que está a revelar a sua faceta mais desumana e sombria (tendência fascista para o controlo dos cidadãos) e a dar provas que não é futuro para a Humanidade, pois assegura a riqueza e os privilégios de uma minoria através da exploração e do sofrimento de milhões de seres humanos.

Manuel Coimbra

SOBRE A GUERRA NA SÍRIA

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 16/09/2013

Fundamentando as minhas afirmações em informações, documentários e opiniões de especialistas que li nos jornais e vi/ouvi em televisões internacionais, sobre a guerra civil na Síria tenho a dizer o seguinte: entre as forças rebeldes foram encontrados combatentes mortos com documentos de identidade de países ocidentais (estes combatentes, chamados de “chacais”, estão ao serviço de países que pretendem derrubar regimes políticos de outros países, para aí instalarem os seus interesses político-económicos); no início deste verão, foram capturados rebeldes na Turquia, junto à fronteira com a Síria, que transportavam armas químicas; os serviços secretos da Arábia Saudita actuam no terreno e este país terá fornecido armas químicas aos rebeldes sírios; as monarquias árabes, principalmente a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e o Barhein são politicamente opositoras ao regime sírio e  têm-se envolvido, em coligação com os Estados Unidos da América, neste conflito. Há muitos interesses económicos, políticos e geoestratégicos em jogo na Síria.
Deve-se, portanto, aguardar pelas conclusões dos peritos da ONU sobre quem foi  responsável pela utilização de armas químicas em Agosto que provocou a morte de 1500 civis, entre os quais havia crianças e mulheres.
Qualquer acção militar ou boicote económico àquele país deve ser decidido pela Organização  das Nações Unidas, que é a instituição representativa da comunidade internacional.
Os EUA não têm qualquer legitimidade para intervir militarmente na Síria por decisão própria. Estariam a infringir o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, que estabelece que nenhum estado soberano pode atacar outro, se não for em legítima defesa. Ora a Síria não atacou os EUA, portanto, estes não poderão fundamentar um eventual ataque àquele país alegando a legítima defesa.
Assim sendo, um ataque americano unilateral, ou apoiado por alguns dos seus aliados, deverá ser condenado pela comunidade internacional e o(s) interveniente(s) julgado(s) no Tribunal Internacional de Haia pelas consequências trágicas que tal atitude pode despoletar: a destruição de um país e a morte de centenas de milhar de inocentes (à semelhança do que aconteceu no Iraque e na Líbia).
O diálogo entre as partes beligerantes sírias deve ser promovido pela Organização das Nações Unidas como a única forma de se chegar a um entendimento que traga a paz à Síria.
Responder à guerra com a guerra nunca foi a decisão mais lúcida, nem a mais sadia, de se resolver os conflitos bélicos. E muitas vezes as suas consequências são imprevisíveis, levando ao sofrimento e à morte milhões de inocentes!

Manuel Coimbra

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GENERAL BRONCO E SEM ÉTICA

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 16/10/2012

A frase, que foi publicada na 1ª página do jornal O Diabo de 18 de Setembro, proferida pelo general Almeida Bruno: “Os militares só virão para a rua se os cabrões da esquerda aparecerem com bazucas” é indecorosa e desprovida de sentido ético e cívico.
É indecorosa porque insulta muitas dezenas de milhar de portugueses que se manifestaram no dia 15 de Setembro contra a política de austeridade deste governo incompetente, petulante e sem sentido de Justiça (exige sacrifícios aos grupos sociais mais vulneráveis, enquanto que os mais favorecidos continuam a não ser abrangidos pela austeridade).
Ao utilizar a palavra “cabrões”, este general mostra ser malcriado e não ter uma postura cívica adequada à patente militar que tem. E é desprovido de ética, pois revelou não compreender que o que está em causa é, acima de tudo, uma questão de Justiça.
Até porque a manifestação incluía gente de todos os quadrantes políticos e, portanto, este general ao dirigir-se expressamente às pessoas de esquerda manifesta um maniqueísmo político e uma intolerância impróprios de um cidadão de um regime democrático.
Esta sua afirmação é uma mera opinião de um só militar e não pode ser vista como a opinião generalizada das Forças Armadas, pois cada soldado, sargento ou oficial tem os seus princípios morais e a liberdade de pensar e de agir de acordo com esses princípios.
Esta voz nada mais é do que uma voz irresponsável e isolada a clamar no deserto.

Manuel Coimbra