PENSAR COM OS MEUS BOTÕES

É MATEMÁTICA E LEGITIMIDADE, SIMPLESMENTE!

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 06/12/2015

Os resultados eleitorais exprimem claramente a vontade dos portugueses (excluídos os não votantes, muitos deles desmotivados pelos políticos não governarem para o bem comum) de se mudar a política governativa seguida pelo governo PSD-CDS nestes últimos 4 anos.

Esta vontade soberana é provada matematicamente: dos 5.408.805 de votantes, apenas 1.993.921 votaram na coligação formada por aqueles dois partidos políticos, enquanto que 3.414.884 votaram noutros partidos.
Assim, todas as afirmações de Passos Coelho, Paulo Portas e seus seguidores contra a possibilidade de se formar um governo do PS, apoiado pelo PCP, Bloco de Esquerda e restantes partidos com assento parlamentar, não têm qualquer fundamento lógico e denotam intolerância e falta de sentido democrático. Andam também a acenar com “fantasmas que comem criancinhas ao pequeno almoço”, quando os portugueses , e entre eles muitas crianças, é que têm sido vítimas da fera capitalista (de quem eles são servos) que lhes devora os alimentos e os sonhos de uma vida melhor.
Também, à luz da Constituição, todos os partidos têm igual legitimidade para governar.

Anúncios

PS E PSD SÒ DE NOME

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 24/06/2010

 

          As políticas governativas que os partidos socialista e social-democrata (com o CDS a reboque) têm praticado, nomeadamente nestes últimos 15 anos, em nada se identificam com os ideais do socialismo ou da social-democracia pois, ao contrário do que estas teorias políticas defendem, só se tem acentuado o fosso entre ricos e pobres, tendo aumentado o número de pobres e, portanto, a injustiça social.

          Estes partidos têm, isso sim, praticado políticas baseadas no liberalismo económico mais selvagem, fomentado o individualismo, a ganância, o enriquecimento sem escrúpulos e o show off social de ostentação de riqueza assente no lamaçal do crédito fácil e do consumismo, a par de um descontrolo nas despesas do estado e na prevenção da corrupção, que colocaram o país na situação económica aflitiva de elevado endividamento em que actualmente se encontra.

          Seria pois de se pensar seriamente em se fundir estes três partidos num só com a designação de PLP – Partido Liberal Português, o que seria deveras vantajoso para os contribuintes que veriam os custos de financiamento de partidos políticos, que são pagos do seu bolso, serem reduzidos enormemente e acabar-se-ia com estes equívocos e embustes partidários de uma vez por todas.

          Os portugueses estão fartos dos logros da política que se tem praticado  e querem governantes que pratiquem a justiça e o bem-estar sociais, estando ao serviço de todos os portugueses e não só de alguns.

 Manuel Coimbra

Tagged with: , ,

O DESPESISMO DO ESTADO

Posted in Política e Sociedade: Artigos de Opinião by Manuel Coimbra on 10/05/2010

Um dos cavalos de batalha do governo PS, na anterior legislatura, e que continua a ser montado por este governo minoritário também do Partido Socialista, foi a redução drástica das  despesas do Estado. E que medidas tomou?

1- suspendeu a progressão na carreira dos funcionários públicos durante 28 meses;

2- criou mecanismos que dificultam o acesso aos escalões superiores, melhor remunerados;

3- colocou funcionários em mobilidade especial, ou seja, em casa com redução do salário auferido.

Que falta de respeito pelos trabalhadores e suas famílias!

Havia e há outras soluções para capitalizar os cofres do Estado:

1- comprar carros de serviço mais baratos e de menor consumo (desde sempre, os carros usados pelos membros dos vários governos do país, pelos autarcas e pelos gestores públicos são Mercedes, BMW e Audi, muitos deles modelos de alta gama, que são trocados no fim do leasing, a cinco anos, por carros novos ou vendidos, indo até parar a mãos de particulares, por um terço do preço que custaram, quando podiam manter-se ao serviço o dobro do tempo);

2- evitar derrapagens orçamentais nas obras públicas;

3- reduzir os salários principescos e outras benesses dos altos cargos da Administração Pública;

4- rentabilizar melhor materiais e bens consumíveis nas várias repartições do Estado.

Poupar-se-iam centenas de milhões de euros  e evitar-se-iam mais sacrifícios dos funcionários públicos!

 P.S.- Este artigo de opinião é a minha resposta às afirmações do sr. João Salgueiro, porta-voz dos bancos, que sugeriu o congelamento, de novo, das carreiras dos funcionários públicos, camuflando outra solução que ele sabe ser bem mais justa e eficaz para capitalizar os cofres depauperados do Estado: aumentar os impostos aos bancos!

 Manuel Coimbra